Lição 05

 

02 de Fevereiro de 2014

 

Mormonismo, a mais anticristã das seitas

 

Texto Áureo

 

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema”. G1 1.8

 

Verdade Aplicada

 

Nenhuma visão angelical ou so­brenatural sobrepõe os ensinos das Sagradas Escrituras.

 

Objetivos da Lição

 

      Conhecer a origem do Mor­monismo;

      Apresentar os Livros que os mórmons consideram sagra­dos;

      Refutar as heresias do Mor­monismo.

 

Textos de Referência

 

G1 1.6        Estou admirado de que tão depressa estejais desertan­do daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho,

G1 1.7        O qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.

G1 1.8        Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.

G1 1.9        Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

 

Ajuda Versículos

 

Ajuda 1

 

Ajuda 2

 

Ajuda 3

 

Ajuda 4

 

Mormonismo

 

O mormonismo é um movimento pagão disfarçado com roupagem cristã que baseia suas crenças em fábulas e falsas conjecturas.

 

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas(2 Tm 4.4).

 

Nesta lição, estudaremos a respeito da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou simplesmente, Mórmons. Essa seita é uma das mais bem-sucedidas, com mais de 11 milhões de adeptos em todo o mundo. Estima-se também, que seja a seita que mais cresce, com cerca de 300 mil convertidos por ano. Os mórmons são um dos grupos sectários mais ricos do mundo, com ativos entre 25 e 30 bilhões de dólares. Possuem universidades, valoriza a educação, seus missionários costumam ser educadíssimos e muitos dos seus adeptos ocupam cargos importantes nos EUA. No entanto, constituem-se um grupo sectário ainda não alcançado plenamente pelo evangelho. Ore a favor da conversão dos mórmons.

 

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi fundada no dia 6 de abril de 1830 por Joseph Smith Jr. e mais cinco pessoas. Smith Jr., nasceu em 23 de dezembro de 1805, na cidade de Sharon, Estado de Vermont, EUA. Era filho de Joseph e Lucy Smith, conhecidos como místicos e caçadores de tesouros na região. Em 1820, com a idade de 14 anos, Smith Jr., teve a sua primeira visão a respeito da apostasia do cristianismo e de outras religiões e seitas. A segunda visão ocorreu em 1823. Nesta, um anjo identificado como Moroni visitou a casa do profeta e o revelou que havia em Palmyra, Nova Iorque, um monte onde estava escondido um livro escrito em placas de ouro e também a plenitude do evangelho eterno. O anjo Moroni afirmava ser filho glorificado de um homem chamado Mórmon — título que dá nome à seita. Após várias aparições do suposto anjo, e de receber o sacerdócio de Arão e o de Melquisedeque, Joseph Smith Jr., Oliver Cowdery e outros companheiros, fundaram a seita. Smith foi candidato à presidência dos Estados Unidos, preso, espancado e, por fim, morto em 27 de junho de 1844, por uma turba indignada.

 

SÍNTESE DA SEITA MÓRMON

 

Fundador             Joseph Smith Jr (1805-1844)

Sucessor              Brigham Yong (1801-1877)

Literaturas           O Livro de Mórmon

                            Doutrinas e Convênios

                            Pérola de Grande Valor

Fundamentos       As visões e profecias de Smith

                            As literaturas da seita

 

Um proeminente líder mórmon disse: “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias declara-se, pelo seu nome, distinta da Igreja Primitiva estabelecida por Cristo e seus apóstolos”. Essa é uma confissão de que eles não são cristãos e de que sua religião é outra. Disso todos nós já sabíamos pelas suas crenças e práticas, mas esta é uma declaração direta e textual do movimento. A estrutura do mormonismo está calcada em lendas e mitos pagãos.

 

ORIGEM DO MOVIMENTO

 

1. Primeiras aparições. Há duas versões contraditórias da origem do movimento na sua própria literatura. Uma diz que em 1820, Joseph Smith Jr., andava preocupado por causa de uma agitação anormal sobre questões religiosas que se generalizou envolvendo batistas, presbiterianos e metodistas. Quando numa visão o Pai e o Filho, teriam dito que todas as igrejas se apostataram e seus credos eram abomináveis. Em 1823, teria recebido a visita de um estranho anjo chamado Moroni, o qual teria revelado a existência das placas de ouro (Era constituída de quatro placas: de Néfi; de Mórmon; de Éter e Latão de Labão.), que deram origem ao Livro de Mórmon.

 

2. Últimas aparições. Em 1829 teria recebido outra visão. Nesta, afirma-se que João Batista teria conferido a Joseph Smith Jr. e ao seu companheiro, Oliver Cowdery, o sacerdócio de Arão. Em seguida, os dois companheiros batizaram-se um ao outro, e um ao outro ordenaram-se como sacerdotes, e, durante muito tempo, abençoaram-se mutuamente. Pouco depois, os dois teriam recebido outra visão: João, Pedro e Tiago, os quais lhes conferiram o sacerdócio de Melquisedeque. Em 6 de abril de 1830, Joseph Smith Jr. inaugurou o seu movimento juntamente com cinco amigos.

 

3. Contradições internas. O breve relato de sua origem apresenta vários problemas e contradições. A agitação envolvendo questões religiosas, nunca aconteceu. A suposta revelação de 1820 só apareceu depois de 1842. Até então, os líderes mórmons afirmavam que a primeira “visão” foi em 1823; contradição essa que envolve idade, local e conteúdo. Joseph Smith Jr. foi condenado, em 1826, por prática de cristalomancia. Em 1828, procurou se filiar à Igreja Metodista, mas foi recusado pela Igreja por causa do seu envolvimento com práticas ocultistas.

 

4. Testemunhos antibíblicos. Analisando essas “visões” à luz da Bíblia, ficam evidentes os enganos do movimento. A suposta aparição do Pai contradiz o ensino bíblico, pois homem algum jamais viu a Deus (Jo 1.18; 6.16). Além disso o Senhor Jesus garantiu que sua igreja jamais se apostataria (Mt 16.16-18). Quanto aos sacerdócios, doutrina mórmon em prática ainda hoje, há distorções: a Bíblia ensina que o sacerdócio de Arão foi removido (Hb 7.11,12) e o de Melquisedeque pertence exclusivamente a Jesus (Hb 7.21-23), que “tem um sacerdócio perpétuo” (Hb 7.24). A palavra original para “perpétuo” é aparabatos e significa: “imutável, inalterável, intransferível”.

 

FONTE DE AUTORIDADE

 

1. Escritos sagrados. Os mórmons consideram inspirados, com a mesma autoridade da Bíblia e, até acima dela, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, e Pérola de Grande Valor. O oitavo artigo das Regras de Fé dos mórmons diz: “Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, o quanto seja correta a sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a Palavra de Deus”. Essa restrição para crer-se na Bíblia é uma maneira delicada de dizer que não se acredita nela, pois o mormonismo afirma que não pode haver tradução absolutamente fidedigna da Bíblia e chama de “néscios” os que nela creem. Como os muçulmanos, procuram por todos os meios desacreditar a Bíblia.

 

2. O Livro de Mórmon. O conteúdo do livro de Mórmon nunca foi confirmado pela história e nem pela arqueologia. O texto está com 3.913 mudanças desde a edição de 1830; a maioria consiste em correção de erros gramaticais e mudanças doutrinárias.

 

TEOLOGIA MORMONISTA

 

1. Conceitos mormonistas da divindade. Os mórmons são politeístas e, como no hinduísmo, há espaço nesse movimento para inúmeros conceitos sobre a divindade. Há muitos conceitos contraditórios na literatura mórmon. Às vezes, usam o termo “trindade” para Deus, mas também afirmam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses, e que o Pai tem corpo físico como o nosso. Ensinam, ainda: “como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser”.

 

2. O Deus revelado na Bíblia. A Bíblia ensina a existência de um só Deus, sendo Deus um só (Dt 6.4; Mc 12.29-32) e que a Trindade não são três deuses, mas um Deus em três Pessoas. O Deus revelado na Bíblia é Espírito (Jo 4.24) e “espírito não tem carne e nem ossos” (Lc 24.39). Deus é Espírito Infinito e o Criador de todas as coisas nos céus e na terra e que além dEle não há outro (Sl 145.3; Is 44.6,8,24; 45.5-7). O homem, entretanto, é limitado e criatura; não é, e nunca foi Deus (Ez 28.2); nem Deus é, e nunca foi homem (Os 11.9).

 

3. O outro Jesus. O Jesus do mormonismo é casado e polígamo, não nasceu de uma virgem e é irmão de Satanás. Os mórmons afirmam que as bodas de Caná da Galiléia era o casamento de Jesus com as duas irmãs Maria e Marta; e que ele foi gerado de pai humano como qualquer homem.

 

Este, certamente, não é o Jesus que pregamos (2 Co 11.3). Eles, na verdade, querem sancionar suas práticas polígamas. Com isso, querem mostrar que são imitadores de Cristo. Todos esses conceitos mormonistas sobre o Senhor Jesus são uma afronta ao cristianismo.

 

4. O Jesus que pregamos. A Bíblia diz que Jesus e seus discípulos foram convidados para as bodas de Caná (Jo 2.2), e ninguém pode ser convidado para o seu próprio casamento. Isso, por si só, reduz a cinzas os argumentos dos mórmons. A Bíblia ensina explicitamente que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1.18,20; Lc 1.34,35). Nada há de Satanás em Jesus (Jo 16.30; Mt 12.22-32); pelo contrário, Jesus é o Deus verdadeiro (1 Jo 5.20), incomparável e singular! (Ef 3.21).

 

OUTRAS CRENÇAS E PRÁTICAS

 

1. A salvação mórmon. Creem numa salvação geral onde os não-mórmons são castigados e depois liberados para a salvação; e numa individual, obtida pela fé em Jesus e pela obediência às leis e às ordenanças. Tais ordenanças consistem na fé em Jesus, no arrependimento, no batismo por imersão e a imposição de mãos, além de outros requisitos como aceitar a Joseph Smith Jr. como porta-voz de Deus. Acreditam, ainda, na existência de pecados que o sangue de Jesus não pode purificar.

 

2. O verdadeiro Salvador do mundo. O Senhor Jesus não precisa de co-salvador. A Bíblia ensina que Ele é o único Salvador (Jo 14.6; At 4.12). A salvação não é por mérito humano; ninguém pode ser salvo pelas boas obras, mas somente pela graça, mediante a fé (Tt 3.5; Ef 2.8,9). Existe apenas uma salvação, e ela está à disposição de todos os seres humanos (Tt 2.11; Jd 3).

 

3. Outras crenças e práticas exóticas. O batismo pelos mortos e o casamento para a eternidade. Trata-se de um batismo por procuração, visto que sua crença exige o batismo para a salvação; assim, os mórmons batizam os entes queridos já falecidos. Eles têm interesse especial em genealogias para batizar seus antepassados. Realizam no templo a cerimônia de selamento para a eternidade, cujos cônjuges prometem não contrair novas núpcias na viuvez. Esse casamento é para o casal encontrar-se no céu com o propósito de gerarem filhos-deuses para povoarem os planetas. Similar à mitologia grega.

 

4. Resposta bíblica. A Bíblia nos ensina a rejeitar as fábulas e genealogias (1 Tm 1.4). O batismo pelos mortos é prática pagã (1 Co 15.29). O casamento foi estabelecido “para os filhos desse mundo”, disse Jesus (Lc 20.34), e no mundo vindouro não “hão de casar, nem ser dados em casamento”, porque não podem mais morrer; pois serão iguais aos anjos e filhos da ressurreição (Lc 20.35,36).

 

CONCLUSÃO

 

Os fatos apresentados em nossa lição mostram que se trata de um movimento religioso alienado da Bíblia, com fontes de autoridade calcadas em fábulas e lendas. O Jesus apresentado não é o mesmo revelado no Novo Testamento. O mormonismo está, portanto, edificado sobre um fundamento falso. O ganhador de almas deve estar sempre preparado para a evangelização dessas pessoas, porque elas precisam conhecer o verdadeiro Jesus (Jo 17.3).

 

“Erros e Contradições nas Escrituras Mórmons

 

1. Livro de Mórmon. Em Néfi 10.18 está escrito: ‘Pois ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre’. Ora, esta é uma citação de Hebreus 13.8, escrito centenas de anos depois da data alegada pelo Livro de Mórmon para sua própria origem. Seiscentos anos antes de o apóstolo Paulo nascer, supostamente o Livro de Mórmon já citava suas palavras em Romanos 7.24: ‘Oh! Que miserável sou eu!’ (2 Néfi 4.17). O Livro de Omni dá conta dos dons Espirituais do Espírito Santo e de sua operação já em 279 a.C; compare Lc 3.16 com Jo 7.37-39. Os dons espirituais não podiam estar presentes no tempo indicado porque Jesus ainda não fora glorificado. [...] Alma 46.15 fala de um grupo denominado ‘cristãos’. A Bíblia contradiz esta informação, pois em Antioquia é que os crentes foram pela primeira vez assim chamados (At 11.26).

 

2. Doutrina e Convênios. Este livro é uma coleção de 138 revelações principais dadas a Joseph Smith sobre muitos aspectos das doutrinas e práticas dos Mórmons. Contém muitas aberrações teológicas que claramente mostram a grande diferença entre o mormonismo e o cristianismo ortodoxo.

 

3. Pérola de Grande Valor. Este livro contém a terceira revelação extrabíblica acrescentada ao cânon das escrituras mórmons, sendo encadernadas junto com Doutrinas e Convênios. Possui quatro elementos: Livro de Moisés, Livro de Abraão, Escritos de Joseph Smith e Regras de Fé. O mormonismo diz que o livro de Abraão foi escrito por ele próprio — o mesmo do AT — quando estava no Egito. No entanto, o dito texto foi corretamente identificado como um texto funerário pagão conhecido como Livro das Respirações” (RINALDI, N.; ROMEIRO, P. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996, pp.104-6).

 

Bibliografia Ezequias Soares da Silva