Lição 06

 

11 de Agosto de 2013

 

O diálogo é vital para o crescimento integral dos filhos

 

Texto Áureo

 

“A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de olivei­ra, à roda da tua mesa”. Sl 128.3

 

Verdade Aplicada

 

Crianças educadas desde peque­nas para a liberdade respon­sável, baseada em princípios, valores e fé, terão muito mais chances de sucesso.

 

Objetivos da Lição

 

      Valorizar a comunicação a partir da prática irrestrita da honestidade e responsabilidade;

      Esclarecer que a liberdade é fator importante que contribui para o desenvolvimento integral dos filhos e está intimamente ligada à comunicação;

      Ensinar que o culto doméstico é uma ferramenta importante para se­dimentar as disciplinas espirituais.

 

Textos de Referência

 

Sl 128.1     Bem-aventurado aque­le que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!

Sl 128.2     Pois comerás do traba­lho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem.

Sl 128.3     A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.

Sl 128.4     Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!

Sl 128.5     O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Je­rusalém em todos os dias da tua vida.

Sl 128.6     E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

 

Ajuda Versículos

 

Ajuda 1

 

Salmo Cento e Vinte e Oito

 

Este é um salmo de sabedoria, cuja mensagem central é que o homem que se devota a Yahweh terá numerosa e próspera família como recompensa. Este salmo é como uma sequência ao Salmo 127, também um salmo de sabedoria e também um salmo sobre a família. Talvez editores posteriores tenham adicionado este salmo e o anterior a um grupo de Cânticos de Romagens porque eles declaram a prosperidade e a felicidade de grupos familiares na restaurada cidade de Jerusalém, terminado o cativeiro babilônico. O Senhor era a sentinela da cidade restaurada, conforme se aprende em Sl 127.1, e também quem abenço­ava as famílias que ali residiam. Esse raciocínio parece bastante remoto, mas talvez seja isso o que inspirou os compiladores quando eles produziram o conjun­to dos quinze salmos (Os Salmos 120 a 134 — quinze salmos — são chamados de Cânticos das Romagens {ou Cânticos dos Degraus ou Cânticos do Peregrino}). O certo é que, historicamente falando, esses salmos origi­nalmente não formavam um grupo distintivo. São bastante heterogêneos, contan­do com alguns salmos que pertencem mais à classe dos cânticos do peregrino, outros que falam de Judá no cativeiro na Babilônia, e outros que falam da volta do remanescente do cativeiro, além de haver salmos de sabedoria que, provavel­mente, não têm nenhuma conexão real e histórica com os demais.

 

O homem bom terá numerosa posteridade (vs. 6) e será recompensado por seu temor a Yahweh (vs. 4). Em outras palavras, sua posteridade será elevada, o que, em sua essência, é aquilo que é o temor de Deus, no Antigo Testamento.

 

Outros salmos de sabedoria são os de número 1, 49, 73 e 113 (além dos de número 127 e 128).

 

Bem-aventurado o Lar onde Deus é Temido (128.1-6)

 

Desfrutando os Frutos do Próprio Labor (128.1-2)

 

128.1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor. O temor do Senhor é a nota-chave deste salmo e um dos principais temas do saltério. É um conceito bastante complexo, pelo que recomendo ao leitor examinar Sl 119.38. O ensino inclui o temor literal, conforme encontramos em Sl 119.120. Mas em sua essência signi­fica algo como a espiritualidade, segundo as bases do Antigo Testamento, junta­mente com a obediência à lei, em suas demandas morais, cerimoniais e rituais, pois as questões cerimoniais e rituais, para a mente dos hebreus, faziam parte das questões morais. Naturalmente, o espantoso Yahweh era literalmente temido, mas isso era apenas parte do todo, e não a questão inteira.

 

Seja como for, aquele que teme a Yahweh é que será o homem feliz, porquanto receberá toda espécie de recompensa por sua piedade. Ele caminhará ao longo de seus caminhos, ou seja, os caminhos da lei mosaica, o manual de fé e conduta para os hebreus.

 

Quanto aos caminhos de Yahweh, ver também Sl 1.1 e 37.5. O Salmo 119 conta com catorze refe­rências ao caminho da lei ou aos caminhos errôneos. Quanto a alguns exemplos, ver Sl 119.1,9,14,27,29,30,32,33, 37,101,104 e 128. Os termos bendito e cami­nhos são vocábulos favoritos nos salmos de sabedoria.

 

Este versículo tem sido espiritualizado para que se refira ao caminho do Novo Testamento de Cristo e sua bem-aventurança, que conduz à vida eterna.

 

128.2 Do trabalho de tuas mãos comerás. O bom marido estava tentando criar uma família feliz. Ele contava com a cooperação de seus familiares (vs. 3). Preci­sava trabalhar para sustentar sua família, mas o fazia com a segurança, por causa de sua piedade, de que obteria sucesso em seu trabalho. Ele comeria do fruto de seus labores. Seu trabalho seria produtivo e produziria resultados próspe­ros. Esse é um homem feliz, e tudo vai bem com ele. Quando as tragédias nos ferem e parecem anular toda essa fotografia otimista, temos de depender da fé. Há enigmas no trato de Deus com os homens, e existem os golpes do caos, contra os quais devemos orar todos os dias. Portanto, o homem bom nem sempre está no meio da abundância e da felicidade, por causa de suas circunstâncias físicas. Seja como for, em última análise temos de retornar às questões da alma, de sua vida, da sobrevivência e da participação na felicidade celeste, que garan­tem o cumprimento das promessas divinas.

 

As passagens do Antigo Testamento que prometem a felicidade e a prosperi­dade para os bons indivíduos (que temem a Deus) são agradáveis de ler, embora tenhamos de pensar nas exceções. Para garantir a validade dessas promessas, é preciso fazer a alma entrar no quadro, o que os escritores hebraicos daqueles tempos primitivos não fizeram, pelo menos em sua maior parte.

 

Os hebreus, no período mais antigo da história, eram nômades. Então se estabeleceram em comunidades e se ocuparam da agricultura. Mas a agricultura era uma atividade precária que com frequência deixava as pessoas famintas. Inimigos devoravam as plantações (Dt 28.30; Lv 26.16). A seca podia destruir o labor de uma estação inteira. Portanto, para manter os males afastados, um israelita precisava ser um homem bom, porque tais males eram considerados castigos divinos.

 

Prosperidade, um Teste da Bondade (128.3-4)

 

128.3 Tua esposa, no interior da tua casa. O homem bom seria como uma esposa fértil, e o resultado seria muitos filhos que medravam por toda parte, como se fossem oliveiras. Isso faria parte das atividades agrícolas de um homem. Sua fazenda, dentro do lar, seria uma vida abundante e próspera, como sua plantação no campo. Nos campos, tal homem veria muitas oliveiras e videiras e, em sua casa, contaria como muitas “oliveiras”. Ambas as plantas seriam resultado natural de sua bondade e temor a Yahweh (vs. 1). Ele seria um homem abençoado por boas colheitas, no campo e no lar. Quando a família se sentava para as refeições, haveria muitos brotos crescendo em redor da mesa, oliveiras jovens, saudáveis e entusiasmadas, crescendo em abundância, em saúde e alegria.

 

“A vinha e a oliveira, na poesia hebraica, eram símbolos frequentes de frutificação e de um estado feliz e florescente. Ver Sl 52.8; Jr 11.16. A compa­ração entre as crianças e os brotos jovens e saudáveis de uma árvore, natural­mente, é comum a toda poesia, sendo, de fato, latente em expressões como ‘o descendente de uma casa nobre'. Cf. a obra de Eurípedes, Media, 1.098, um doce e jovem rebento de crianças” (Ellicott, in ioc.).

 

O poeta nos dizia que Yahweh recompensa o homem bom com a herança (127.3) de uma boa família, e uma boa família significava uma família com muitos filhos. Essa era a atitude da época. Atualmente, uma família de quatro membros (dois filhos) é considerada o ideal neste mundo superpopuloso e empobrecido.

 

Videira frutífera... rebentos de oliveira. Note o leitor que a boa esposa seria como uma videira e, por implicação, teria muitos filhos, que seriam compara­dos com cachos de uvas. As crianças também são comparadas a oliveiras saudá­veis. Dessa maneira, dois principais produtos agrícolas são referidos neste salmo. Fazer da mulher uma videira e de seus filhos, oliveiras é uma incongruência agrícola, mas o autor sagrado não estava preocupado em produzir metáforas correspondentes.

 

128.4 Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! Temos aqui a conclusão do minúsculo parágrafo que trata da posteridade como uma prova de bondade. O poeta afirmou essa ideia como um Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor. O homem verdadeiramente espiritual prosperará tanto em seu lar como no local de trabalho. A declaração moderna de que “Ne­nhum sucesso no mundo pode compensar o fracasso no lar'’ seria apreciada pelo salmista. Ele vinculava de perto o sucesso no campo com o sucesso no lar, e pôs as duas coisas em um único pacote. O poeta dizia que o homem que teme a Deus teria um grande galardão, o que significa que qualquer esforço para garantir tal resultado valeria a pena.

 

Eis como será. O autor sagrado nos convida a dar uma espiada no belo quadro por ele pintado, a fim de tirarmos proveito da cena. “Ele nos chama a atenção, porque somos pobres observadores dos caminhos retos e graciosos de Deus!” (Fausset, in Ioc.).

 

Os que procuram vincular este salmo aos peregrinos lembram como famílias inteiras se reuniam para a celebração das festividades anuais, embora somente os indivíduos do sexo masculino fossem obrigados a comparecer (ver Dt 16.16,17), mas isso é uma evidência fraca.

 

A Prosperidade de Jerusalém (128.5-6)

 

128.5 O Senhor te abençoe desde Sião. Em adição à sua própria felicidade pessoal, o homem de boa família também receberia a bênção de Yahweh, proveniente de Sião. Jerusalém seria uma cidade próspera, e ele veria isso com seus próprios olhos e assim receberia bênção sobre bênção. Um hebreu piedo­so não seria plenamente abençoado enquanto não visse que a capital de sua nação estava em paz, com o templo funcionando, e as coisas em ordem, no culto ali celebrado. Esta porção do salmo pode sugerir que ele era usado em algumas espécies de reuniões religiosas, mesmo que não fosse usado na liturgia do templo. Cf. Sl 20.2, que tem algo similar. Jerusalém era o centro de cada fato da vida, pelo que sua prosperidade era essencial à prosperidade coletiva e pessoal.

 

128.6 Verás os filhos de teus filhos. O homem que fosse progenitor de uma boa família veria sua posteridade com os próprios olhos, o que, conforme este versículo, incluiria pelo menos os netos. Assim sendo, ele teria uma vida longa, o que a lei prometia aos judeus piedosos, e caracterizada pela prosperidade. Ver como a lei promete vida longa e prosperidade ao povo de Israel, em Dt 54.1; 5.33; 6.2 e Ez 20.1.

 

Paz sobre Israel! Ver a invocação em sete aspectos da paz que começa e termina com Jerusalém, em Sl 122.6-8. Ver também Sl 29.11; 125.5; 131.3 e Gl 6.16. Salomão, aproveitando-se de seu reinado de paz, levou Israel à sua época áurea. Com invasores estrangeiros a assediar a cidade, ou enfrentando sedições promovidas dentro da nação de Israel, por parte de homens traiçoeiros, Jerusalém dificilmente encontraria paz e prosperidade.

 

Este versículo tem sido cristianizado para falar da paz evangélica com Deus, através da missão de Jesus Cristo.

 

Bibliografia R. N. Champlin