Lição 03

 

21 de Julho de 2013

 

A importância do planejamento familiar responsável

 

Texto Áureo

 

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” Lc 14.28

 

Verdade Aplicada

 

Avaliações constantes, minucio­sas e honestas de todas as nossas ações, atitudes e providências tomadas para edificar as bases do lar, são necessárias à tranquilidade, à paz, à segurança e ao sucesso da nossa família.

 

Objetivos da Lição

 

      Mostrar a importância do pla­nejamento familiar;

      Consolidar nos crentes a cer­teza de que com planejamento adequado, mesmo nos dias atu­ais, podemos edificar ou reedificar bases sólidas para nossas famílias;

      Ensinar que o planejamento familiar inclui o preparo dos pais para forjar nos filhos o caráter de Cristo, de modo a que rejei­tem o mal, agindo com justiça e retidão.

 

Textos de Referência

 

Lc 14.28    Pois qual de vós, que­rendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as con­tas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

Lc 14.29    Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,

Lc 14.30    dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

Lc 14.31    Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra ou­tro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

 

Ajuda Versículos

 

Ajuda 1

 

As Famílias e o Dilema das dividas

 

“Tendes semeado muito, e recolhido pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, mas ninguém fica quente; e quem recebe salário, recebe-o para o meter num saco furado. Assim diz Jeová dos exércitos: Considerai os vossos caminhos”. Ag. 1:6, 7.

 

Você acha que a situação econômica do brasileiro está difícil mesmo, ou as pessoas estão reclamando sem razão?

 

Todo o mundo precisa de dinheiro. Em quaisquer transações comerciais haverá necessidade de se utilizá-lo. E o dinheiro em si não é mal. Ele pode custear projetos magníficos; mas também promover a desgraça do mundo.

 

Histórico sobre a origem do dinheiro.

 

Dinheiro é o nome comum a todas as moedas. É o instrumento econômico que cumpre as funções de um meio de pagamento e de medidor de valor de caráter genérico.

 

A mais antiga referencia ao dinheiro compreendem certos pesos de ouro e de prata, em forma de lingote Is. 7:21. Os antigos egípcios usavam ouro ou prata em forma de argolas, como dinheiro. Os valores eram determinados pela pureza do metal e pelo peso das pecas. O ouro era fundido sob a forma de barras ou cunhas. Algumas vezes essas barras eram marcadas, identificando-as com algum lugar especifico, como “O ouro de Ofir”. Is. 13:12. Visto que o transporte de barras e peças de metal em sacolas não era uma tarefa agradável de se fazer, tornou-se conveniente fazer pequenas peças de metal, com inscrições. Há uma referencia do historiador Heródoto ao fato de Creso rei da Lídia (562-546 a.C), ter introduzido as moedas ao mundo capitalista. A moeda cunhada, emitida por uma autoridade publica, garantia o peso e o valor de cada peça; sem essa garantia, o metal trocado deveria ser pesado no ato de cada transação. A função essencial da moeda é medir o valor de cada mercadoria. Ela é a representante universal da riqueza. O dinheiro em cédula foi inventado pelos chineses no ano 812 da nossa era, e amplamente utilizado em 970. As primeiras cédulas bancárias do mundo foram emitidas na Suécia.

 

É verdade que o dinheiro é a raiz de todos os males? – Não. O que a Bíblia diz é que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. I Tm. 6:10.

 

O amor do dinheiro está associado à ambição. Paulo cita um dito proverbial; declarando que o amor do dinheiro é raiz de todos os males, isto é, a cobiça, não o dinheiro como tal.

 

17 Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;

18 que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis;

19 que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. I Tm. 6:17-19.

 

Alguém disse que é preferível ser dono de uma moeda do que ser escravo de duas.

 

O amor ao dinheiro abre caminhos para um bom numero de males, mergulhando os homens no caos.

 

Aquele que acredita que com o dinheiro tudo se pode fazer, estão indubitavelmente dispostos a fazerem tudo por dinheiro.

 

Certa ocasião na Inglaterra, um pastor foi chamado ao leito de morte de um homem rico. Aproximando-se do moribundo, o pastor pediu que lhe desse a mão enquanto orava por ele nessa hora tão solene, porem, o moribundo se recusou a lhe estender a mão. Depois do desfecho, viram que a mão ríspida do morto encerrava a chave do cofre de ferro onde jaziam os seus bens. O coração e a mão daquele moribundo estavam-se aferrando as possessões que não podia levar para o além.

 

O dinheiro como fruto e resultado de trabalho, nada mais do que a recompensa merecida do próprio trabalhador. “... porque digno é o trabalhador do seu salário...”. Lc. 10:7.

 

Há basicamente três formas de se adquirir dinheiro:

 

1º Indevidamente

 

Isto é, contrario a razão ou a o uso da regra. Isto envolve desde um pequeno furto, a o crime organizado. Jó disse que o ladrão assinala a casa de dia para roubar a noite. Jó. 24:16. O profeta Habacuque disse: “Ai daquele que ajunta em sua casa bens mal adquiridos, para pôr em lugar alto o seu ninho, a fim de livrar-se das garras do mal!”.  Hc. 2:9.

 

Por Esforço Próprio

 

O esforço próprio está ligado ao trabalho. “Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se ”. Dt. 8:18. Paulo ainda deixa um conselho para todos aqueles que querem obter riquezas por meio de falcatruas. “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”. Ef. 4:28.

 

O que é trabalho?

 

Trabalho é o conjunto de atividades produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir um determinado fim. É o conjunto de exercícios que se destinam ao treinamento, desenvolvimento e aprimoramento físico, artístico, intelectual do indivíduo.

 

É uma ação progressiva e contínua que caracteriza como fator primordial para a produção de bens e serviços.

 

Filosoficamente falando; o trabalho é o processo pelo qual o espírito humano, ao colocar nos objetos externos todas as suas potencialidades subjetivas, descobre e desenvolve plenamente a sua própria realidade. (Hegel).

 

No marxismo, é atividade consciente e planejada, na qual o ser humano, ao mesmo tempo em que extraem da natureza os bens capazes de satisfazerem suas necessidades materiais, ao mesmo tempo estabelecem as bases de sua realidade sociocultural.

 

Por Herança

 

Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque”. Gn. 25:5. Paulo também fala que é dever dos pais entesourar para os filhos. “... Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos”. II Co. 12:14.

 

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

 

“Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!”. Lc. 14:28-30.

 

O que é Planejamento Financeiro: como forma de busca do equilíbrio pessoal, familiar e profissional.

 

É cada vez mais necessário ter o planejamento financeiro como ferramenta de busca do equilíbrio familiar e profissional. É necessário que as pessoas com suas famílias se reestruturem financeiramente, através de planos bem estruturados e possíveis de execução, repletos de objetivos claros e principalmente conduzidos por um sentimento, que nos conduza a alcançar os nossos planos e objetivos. Esse sentimento é chamado de esperança. Esperança é o sentimento de quem como possível à realização daquilo que deseja.

 

Hoje os conceitos, as exigências da profissão, do mercado de trabalho altamente competitivo em que vivemos, nos obriga a ficarmos atentos às oportunidades. As transformações constantes deixam o lado financeiro sem a merecida atenção. Esta dispersão vem causando grandes dificuldades na relação receitas, despesas, objetivas. Transtornos nas relações comerciais, gastos excessivos, despesas e investimentos mal feitos, sob impulso ou sob a sedução do crédito, sem planejamento e sem as devidas avaliações, provoca o surgimento de um grande vilão de qualquer orçamento... Os juros.

 

Aplicações financeiras mal planejadas, sem acompanhamento, sem informações, sem objetivos, fora do perfil da família, concentradas em apenas uma modalidade, podem causar perdas quase sempre irrecuperáveis, levando embora anos de trabalho e muitos sonhos. Um desejo de compra mal conduzido, satisfação de um desejo fora da hora correta, podem provocar reflexos no orçamento pessoal e familiar por um longo período. Muitas vezes acrescentando mais dificuldades na relação financeira.

 

Surge então a necessidade de um planejamento ajustado, de uma educação financeira para que estes dissabores não afetem o equilíbrio pessoal e familiar. Procure se conhecer, entender a própria realidade financeira. Avalie onde esta e assim entenda e projete o futuro, onde se quer chegar. Façam planos e ajustes através de um acompanhamento sério, mas sem exageros, porém com muita responsabilidade.

 

Por que?

 

É uma ferramenta importante para entender toda à capacidade de transformação do dinheiro.

 

O mundo vem se modificando com uma velocidade incrível, os conceitos e as necessidades estão se alterando, as informações cada vez mais rápidas, em tempo real, chegando carregadas de influências de várias culturas, de vários momentos, nos bombardeando por todos lados.

 

O dinheiro também vem mudando, cartões de crédito, de débito, exigem cada vez mais senhas que também se modificam sempre para que se tornem cada vez mais seguras. Automação, (sistema em que os processos operacionais em fábricas, estabelecimentos comerciais, hospitais, são controlados e executados por meio de dispositivos mecânicos ou eletrônicos, substituindo o trabalho humano; automatização), utilizando-se os meios da Internet, o dinheiro torna-se cada vez mais virtual, e Corre o mundo em questão de minutos.

 

A necessidade do DINHEIRO move montanhas, interfere nos hábitos, desejos e compromissos das pessoas, das famílias, das empresas, dos países e em todos os povos. Ele traz a felicidade e harmonia, mas também grandes dissabores e desencontros. Da mesma forma que alimenta o amor, alimenta o ódio.

 

Temos de ampliar o conceito de ganhar dinheiro. Há várias formas de ganhá-lo, várias oportunidades sendo oferecidas diariamente. Basta assumi-las e usufruí-las. O dinheiro é bom de se ganhar, trabalha-se muito por ele. Temos de fazer com que todo este trabalho seja objeto de felicidade e realizações. Afinal, o dinheiro foi feito para dois propósitos, a saber: ‘Felicidade’ e ‘Realização’.

 

O emprego também vem mudando, as empresas se modificando, exigindo cada vez mais conhecimento. As exigências de maior capacitação estão cada vez presentes. Estamos na era da informação, do intelecto, da criatividade, da terceirização (qualidade ou característica de quem é criativo) e da globalização. (processo pelo qual a vida social e cultural nos diversos países do mundo é cada vez mais afetada por influências internacionais em razão de injunções políticas e econômicas).

 

Existem várias alternativas de trabalho, temos de estar sempre a procura de informações, compartilhando, estudando, conversando, nos organizando, nos preparando para que no surgimento das oportunidades, possamos assumi-las inteiramente.

 

Todo inicio de ano temos vários impostos e obrigações, IPTU, IPVA, matrícula na escola dos filhos, férias e etc. E para cumprirmos com nossas obrigações temos de nos preparar, nos reeducando e planejando sempre.

 

Como funciona?

 

O planejamento financeiro é antes de qualquer coisa uma mudança de comportamentos e atitudes diante da vida pessoal, familiar e profissional.

 

Antes de qualquer coisa temos de ter consciência de que planejamento financeiro é algo muito mais profundo e significativo do que apenas um controle de receitas e despesas. É muito mais que isto, é uma mudança de comportamentos, ideias, e atitudes diante da vida pessoal, familiar e profissional.

 

Lembre-se, o planejamento é feito conforme as necessidades e objetivos de quem está planejando. Não existem regras e mágicas e nem formulas prontas que possam sanar este mal.

 

É na organização que teremos a ideia de quanto ganhamos e de quanto gastamos de uma forma global.

 

Você sabe aonde é que o dinheiro vai embora? É nas coisas que julgamos serem pequenas, como por exemplo: o uso do celular.

 

Precisamos criar um programa de acompanhamento financeiro que nos possibilite enxergar por onde está fugindo todo o nosso dinheiro. Desta forma poderemos verificar se a relação DESPESAS / RECEITAS está adequada ou se precisa melhorar. Com este acompanhamento é fácil localizar onde se está gastando mais e o que se pode fazer para melhorar.

 

Façam planos para curto, médio e longo prazo e o mais importante, trace meios para atingi-los. Trace planos, estratégias, reveja e reavalie sempre. Como estão seus compromissos financeiros. Reveja sempre seus gastos e se necessário remaneje-os, se estão adequados que permaneçam assim.

 

Avalie como estão as oportunidades no trabalho, fora dele e as necessidades de aprimoramento. Reavalie a vida pessoal e profissional.

 

É importante que todos do grupo se comprometam e participem. Esta é a forma mais produtiva de crescimento, senão todos os esforços serão em vão e não terão os efeitos desejados. Se você tem reservas ou se suas receitas são superiores as despesas, não relaxe. Faça os controles, diversifique e assim terá mais recursos para ser multiplicado. Avalie suas aplicações financeiras e oportunidades oferecidas pelo seu Banco.

 

Mantenha-se sempre informado sobre suas finanças. Hoje temos vários meios de nos informar, jornais, revistas, Internet, etc. Lembre-se, não é porque suas atitudes sempre deram certo, que vão continuar dando certo, não é porque está sendo bem atendido pelo Gerente de seu Banco, que suas aplicações financeiras estão adequadas. Acompanhe sua vida financeira.

 

Temos de nos concentrar nas soluções e não nos problemas. Os problemas estão formados, as soluções sim, têm de ser criadas .

 

É perfeitamente possível e viável viver dentro do que se ganha, basta se conhecer a si próprio e planejar.

 

O dinheiro é bom e traz felicidade, não tem de ser guardado apenas prevendo dias piores, este pensamento contamina os objetivos propostos. Existem outros meios de se proteger, seguros de vida, do patrimônio, seguros saúde, previdência privada e muitos outros.

 

O equilíbrio financeiro vai proporcionar maior tranquilidade no seio da família, e maior produtividade no trabalho e maiores possibilidades de realizações.

 

Comprometimento de todos é essencial, sem ele não se consegue cumprir o planejado.

 

Organize e planeje suas compras de supermercado, dentro de dia e horário adequado.

 

Quando chegar a hora de dar a mesada para os filhos, reúna-se com eles, façam juntos um orçamento para se chegar ao valor quepara atender as necessidades de seu dia a dia. Negocie todo este processo.

 

A agência de publicidade Young & Rubicam preparou um estudo exclusivo em que esmiúça os principais grupos de consumidores brasileiros e sua postura diante das prateleiras. É uma pesquisa realizada a cada 2 anos, com 350 mil entrevistados, ao custo de US$ 45 milhões. Ali, observam-se não apenas os dados demográficos como também o comportamento dos cidadãos em cada país, além da imagem de mais de 19 mil marcas. Esta pesquisa ajuda a conhecer os pontos fortes e fracos das marcas e a entender como funciona a mente das pessoas.

 

SETE TIPOS DE CONSUMIDORES

 

1- Os integrados:

 

A preocupação com família é a principal característica desse grupo. Por isso, nunca tomam decisões individuais, sempre coletivas. Os bens de consumo mais procurados por eles são aqueles de marcas tradicionais, não arisca muito em novidades e inovações.

 

Idade: 40 a 64 anos

Porcentagem da população: 26%

Classe social predominante: C (OS QUE GANHAM UMA RENDA ACIMA DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS)

O que procuram: segurança

Quem são: funcionários públicos, bancários e donas de casa.

Marcas apreciadas: Maizena, Brastemp, Nestlé, Coca Cola, Novalgina e Bonzo.

 

2- Os emuladores:

 

Tidos como superficiais, materialistas e esnobes. Esses são alguns dos adjetivos usados para defini-los. Para essa camada da população, a embalagem é mais importante do que o conteúdo. Por isso, compram tudo o que está na moda, aparece na mídia e reflete status.

 

Idade: 18 a 34 anos

Porcentagem da população: 25%.

Classe social predominante: A e D (A, SÃO OS QUE POSSUEM UMA RENDA ACIMA DE 20 SALÁRIOS MÍNIMOS. D, SÃO AQUELES QUE GANHAM ABAIXO DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS).

O que procuram: aparência e status

Quem são: os ‘alpinistas sociais’ e ‘novos ricos

Marcas apreciadas: Giorgio Armani, Malboro, Sony, Ferrari, Moët Chandon e Smirnoff Ice.

 

3- Os vencedores:

 

O nome diz tudo. Essa turma tem como objetivo vencer na profissão. São aplicados, concentrados e organizados. Gostam de viajar, ir a festas e praticar esportes competitivos. Quando o assunto é compra, procuram prestígio e, acima de tudo, qualidade.

 

Idade: 25 a 29 anos

Porcentagem da população: 19%

Classe social predominante: A, B e C. (A, SÃO OS QUE POSSUEM UMA RENDA ACIMA DE 20 SALÁRIOS MÍNIMOS. B, GANHAM ACIMA DE 10 SALÁRIOS MINIMOS. C, GANHAM  ACIMA DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS).

O que procuram: luxo e status

Quem são: empresários e executivos

Marcas apreciadas: Land Rover, Chivas Regal, Unilever, Perrier, Jaguar e Christian Dior.

 

4- Os exploradores:

 

Vivem intensamente e adoram praticar esportes de aventura. O objetivo é buscar novas experiências e sensações. São, quase sempre, os primeiros a aceitar as evoluções tecnológicas e comprar produtos inovadores. Esse grupo é conhecido por criar as tendências.

 

Idade: 18 a 24 anos

Porcentagem da população: 10%

Classe social predominante: B e D (B, GANHAM ACIMA DE 10 SALÁRIOS MINIMOS. D, SÃO AQUELES QUE GANHAM ABAIXO DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS).

O que procuram: descobertas e desafios

Quem são: músicos, hoteleiros, diplomatas e artistas.

Marcas apreciadas: Google, Yahoo!, Harley Davidson, WWF, Flash Power e Marathon.

 

5- Os transformadores:

 

São pessoas que visam mudar o mundo trabalhando em projetos sociais ou organizando protestos. Os consumidores desse gênero são os menos materialistas, vistos como intelectuais e buscam comprar produtos que sejam política e ecologicamente corretos.

 

Idade: 18 a 24 anos

Porcentagem da população: 9%

Classe social predominante: A e B (A, SÃO OS QUE POSSUEM UMA RENDA ACIMA DE 20 SALÁRIOS MÍNIMOS. B, GANHAM ACIMA DE 10 SALÁRIOS MINIMOS).

O que procuram: um mundo melhor

Quem são: acadêmicos, escritores e assistentes sociais

Marcas apreciadas: Greenpeace, MTV, Projeto Tamar, Corpus, Nutry e Danone Activia.

 

6- Os resignados:

 

Seguem os dogmas religiosamente. Não fazem nada do que fuja às regras, respeitam as instituições e tentam passar isso para a família. Para essas pessoas, a compra está intimamente ligada à segurança e preço adequado.

 

Idade: 18 a 39 anos

Porcentagem da população: 6%

Classe social predominante: C e D (C, GANHAM ACIMA DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS. D, SÃO AQUELES QUE GANHAM ABAIXO DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS).

O que procuram: viver de acordo com as regras

Quem são: operários e aposentados

Marcas apreciadas: Leite de Rosas, Fininvest, Nova Schin, Novelas do SBT, Phebo e Soya.

 

7- Os inconformados:

 

É o típico grupo formado por pessoas insatisfeitas e que esperam que as oportunidades caiam do céu. Permanecem em casa assistindo televisão, se alimentam basicamente de fast food e fazem poucos planos para o futuro. A compra está relacionada ao preço e a uma gratificação instantânea.

 

Idade: 18 a 29 anos

Porcentagem da população: 6%

Classe social predominante: C e D (C, GANHAM  ACIMA DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS. D, SÃO AQUELES QUE GANHAM ABAIXO DE 4 SALÁRIOS MÍNIMOS).

O que procuram: esperam pela sorte

Quem são: desempregados ou pessoas com empregos temporários

Marcas apreciadas: Velho Barreiro, Lojas Riachuelo, Mirabel, Brahma, Fritex e Panco.

Cada grupo tem uma particularidade. Um compra para aparecer, outro por segurança. Há quem busque novidade e outros, produtos ecológicos. O que faz uma pessoa pertencer a determinado gênero varia de acordo com as idades e com o estágio profissional.

 

CONSUMISMO

 

Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz?...” Is. 55:2.

 

Quando gastar torna-se uma obsessão

 

O que é consumismo? É o ato ou efeito, fato ou prática de consumir. É comprar em demasia. É o consumo ilimitado de bens duráveis. Na economia, é a doutrina de que um consumo crescente e ininterrupto é vantajoso para a economia; isto é, pra quem vende, e dificilmente pra quem compra. Etimologicamente falando, o termo consumismo é um composto de duas palavras, consumo + ismo.

 

Consumo é o efeito de se consumir, de gastar, esbanjar, dilapidar, malbaratar, dissipar, dispersar, espalhar, destroçar, derrotar e destruir.

 

Ismo é a partícula extraída da raiz grega ismós, surgindo no português como sufixo nominal, que designa uma doutrina, uma escola, uma teoria ou principio artístico, filosófico, político ou religioso.

 

Portanto, pode se dizer acertadamente que consumismo é a religião do  dispêndio  excessivo e desastrado que leva o indivíduo ao prejuízo e a grandes perdas.

 

Se Jesus condenou veementemente a ansiosa solicitude pela vida – o que comer, o que beber e o que vestir Mt. 6:25-34 – como não condenaria veementemente os gastos exorbitantes e desnecessários? Além da reprovação do consumismo, o Senhor deixou bem claro que a vontade de gastar não mata a sede interior de ninguém, não enche o enorme vazio existencial, não torna ninguém mais seguro nem mais feliz... Todos precisamos ouvir o que Jesus disse com absoluta clareza: “Há maior felicidade em dar do que em receber” At. 20:35. NVI. Talvez pudéssemos usar uma expressão mais ou menos sinônima: “Há mais felicidade em dar do que em comprar”. Tiago denuncia o uso da oração na prática do consumismo: “Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”. Tg. 4:1, 2.

 

Em apenas duas horas, 30 milhões de alemães, holandeses e belgas podem chegar ao shopping center de Obehausen, a noroeste da Alemanha, um paraíso de consumo do tamanho de 200 campos de futebol. Enquanto isso, bem longe dali, 70 milhões de africanos não sabem de onde virá sua próxima refeição;

 

Comprar, comprar e comprar... Muita gente compra para obter status, por necessidade, ou até mesmo por modismo, masquem compre pelo simples prazer que esse ato proporciona. Essas pessoas são os chamados consumidores compulsivos e formam 3% da população brasileira.

 

A patologia moderna enfatiza haver uma doença que ataca esse tipo de compulsivo, é caracterizada como um transtorno de personalidade e mental, classificado dentro dos transtornos do impulso. Para o consumidor compulsivo, o que lhe excita é o ato de comprar, e não o objeto comprado. Essa pessoa "tem vontade de adquirir, mas não de ter", maioria dessas pessoas é composta por mulheres, mas todas possuem temperamento forte, são ágeis, dinâmicas, inquietas, perfeccionistas, possuem uma desenvoltura social e cultural maior, são imediatistas e muito inteligentes. "O mais interessante é que essas pessoas têm tendência a serem as mais inteligentes do que a média das outras pessoas. De alguma forma essa vantagem intelectual não é aplicada na vida, porque racionalmente são pessoas que, depois da compra, são capazes de saber que fizeram besteira". Na hora da compra, a avidez por comprar fala mais alta. Os compulsivos possuem uma fixação maior que a fixação do viciado em cocaína.

 

Os compulsivos contraem dívidas de até dez vezes maior que a sua renda mensal, o que gera problemas pessoais e familiares. Quando são privados dos meios de compra, chegam até a roubar. Essas pessoas, até então, eram honestas e se deixaram levar pelo impulso de comprar. Algumas vezes aplicam golpes, passam cheque sem fundo e pedem dinheiro emprestado para quitar dívidas advindas de sua compulsão. Não é um defeito de caráter, é uma doença mesmo, a pessoa não é desonesta, ela tem uma incapacidade de controlar esse impulso.

 

Essa compulsão é uma síndrome básica obsessiva das neuroses, cuja finalidade é liberar as angustias e os problemas da vida por meio do consumo exorbitante. Geralmente essas pessoas apresentam outros tipos de impulsividades, como fazer muito exercício, comer exageradamente e trabalhar muito. Mas não compulsivamente, como o obeso ou o workaholic, mas fazer tudo com exagero. Ao comprar, elas não pensam em colecionar coisas, mas acabam sempre comprando um determinado tipo de objeto.

 

Muita gente acha que o consumidor compulsivo compra apenas por problemas emocionais. A depressão está muito ligada a isso, mas não é o que determina o impulso para a compra. As pessoas compulsivas, mesmo quando tratadas com medicamentos antidepressivos, não deixam de ter seus impulsos e, quando conseguem se recuperar passam por uma crise de abstinência parecida com a dos usuários de drogas pesadas. O compulsivo acaba comprando excessivamente porque não resiste ao seu impulso, e, enquanto não realizar a compra, se sente ansioso, irritado e suas mãos ficam suadas. Infelizmente essas pessoas com transtorno vivem em uma sociedade que respira propaganda.

 

Nos Estados Unidos, por exemplo, antes de chegar aos caixas do supermercado, você tem que passar por um 'corredor-polonês' cheio de produtos. Aqueles são produtos típicos de compra por impulso, mas que atingem todos os tipos de consumidor. No caso dos consumidores compulsivos, eles tornam-se presa fácil para os estímulos do marketing. A verdade é que o marketing não tem o propósito de agir sobre as pessoas compulsivas, e nem tem como distinguir quem é normal e quem compra compulsivamente. Às vezes, o fato de um produto estar bem colocado na vitrine, ou em promoção, ou até sendo degustado em um supermercado, pode levar o compulsivo a comprá-lo porque chama sua atenção, mas ele poderia comprar qualquer outro produto, pois o impulso que lhe faz comprar independe do que ele vai adquirir. "Imagine a pessoa que está propensa a comprar. Ela responde bem a esses estímulos, e muitas delas sentem uma sensação de completude. Por não ser uma compra planejada, ela pode comprar aquilo que estiver chamando mais a atenção na hora".

 

Nos casos de compra por Internet ou TV, por exemplo, há muita devolução do produto justamente porque ele não é o mais importante no ato da compra. Quando o produto chega em casa, a pessoa percebe que comprou algo inútil e o devolve.

 

Para esses consumidores compulsivos, O pessoal que é mais racional sugere que você saia com uma listinha e a siga rigorosamente. “É uma forma de você se defender dos estímulos permanentes e que estão em qualquer lugar, gastando menos".

 

Conta-se que uma certa vez, Sócrates passeava pelas vias comerciais da antiga Grécia, ao ser abordado por uma vendedora, esta lhe perguntou: “O senhor deseja comprar alguma coisa?” ele responde: “não!, eu estou olhando tudo aquilo que eu não preciso para ser feliz!”.

 

Nunca houve tanta riqueza, nem tanta pobreza como hoje. Se dividíssemos a riqueza toda em partes iguais, cada habitante do planeta teria 360 dólares no inicio do século passado, e 3 mil dólares no final do mesmo século; isto corresponde ao um crescimento de 8,3 vezes em 85 anos. No entanto, há muito mais gente passando fome do que em qualquer outra ocasião da História.

 

A fortuna do falecido presidente filipino Ferdinando Marcos, atribuída à malversação de fundos acumulados durante os anos de ditadura, daria para pagar o salário de um dia de 500 milhões de habitantes.

 

Em 2003, o ator Ben Affleck deu de presente à namorada (Jennifer Lopez) um vaso sanitário revestido de pedras preciosas, no valor de 100 mil dólares.

 

A coroa da rainha da Inglaterra tem 2.868 diamantes, 16 safiras, 11 esmeraldas, 5 rubis e 273 pérolas.

 

Ao morrer, Dr. Roberto Marinho deixou em seu guarda-roupa 3.700 gravatas;

O valor das compras feitas por crianças e adolescentes nos Estados Unidos chega a 30 bilhões de dólares;

 

Numa única viagem a Paris, Roma e Nova York, Imelda Marcos, esposa de Ferdinando Marcos (presidente das Filipinas) comprou 1.500 pares de sapatos e 2 mil vestidos;

 

Em 2004 foram vendidos 30 milhões de aparelhos celulares no Brasil, isto corresponde a 6 aparelhos per cada Brasileiro;

 

A cada safra, o Brasil perde cerca de 10 milhões de toneladas de grãos antes e depois da colheita, principalmente durante o transporte;

 

Outro fator inquietante é o desperdício de alimentos no Brasil. É um problema que deve ser cuidadosamente observado. Em nosso país, são desperdiçados cerca de R$ 142 bilhões por ano, jogando-se alimento fora. Este dinheiro seria suficiente para distribuir um salário mínimo para 8 milhões de famílias durante 1 ano.

 

Bibliografia C. S. Cordeiro