Lição 10

 

06 de Março de 2011

 

A Palavra do Evangelho entre os Gentios

 

Texto Áureo

 

"A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome". At 10.43

 

Verdade Aplicada

 

O evangelho constitui-se so­bre a necessidade de perdão do homem, por isso não pode haver discriminação, pois todos pecaram.

 

Objetivos da Lição

 

      Mostrar que o evangelho não é o patrimônio de nenhuma raça ou sistema religioso;

      Conhecer os recursos que Deus se utiliza para estabelecer o Seu reino entre diferentes culturas;

      Entender que devemos sem­pre estar abertos a obra mis­sionária além da nossa cultura.

 

Textos de Referência

 

At 10.34    E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;

At 10.35    Mas que lhe é agra­dável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.

At 10.36    A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos),

At 10.37    Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Ga­lileia, depois do batismo que João pregou.

 

Ajuda Versículos

 

Ajuda 1

 

Ajuda 2

 

Ajuda 3

 

Ajuda 4

 

Ajuda 5

 

Ajuda 6

 

Ajuda 7

 

Ajuda 8

 

 

PEDRO NA CASA DE CORNÉLIO

 

1. Gentios. Os gentios, goiym, em hebraico, são todos os povos, exceto os judeus.

 

Até a vinda de Jesus, a humani­dade estava dividida em gentios: egípcios, assírios, caldeus, gregos, romanos e bárbaros; e judeus: os des­cendentes de Israel. Jesus derrubou esta parede de separação (Ef 2.13-18), formando um novo povo, a Igre­ja.

 

Hoje, a humanidade está dividi­da em três grupos: judeu, gentio e Igreja (1 Co 10.32).

 

A salvação dos gentios estava no plano estabelecido por Deus. Portan­to, não foi uma improvisação de úl­tima hora feita por Jesus e seus apóstolos. A mensagem de Gênesis 12.3: "Em ti serão benditas todas as famí­lias da terra" era a promessa de Deus para salvar os povos (Gl 3.8). Isso está ainda mais claro no livro de Isaías: "As ilhas aguardarão a sua doutrina" (42.4). Ou: "E, no seu nome, os gentios esperarão", confor­me a Septuaginta, citada em Mateus 12.21. Isso também é visto em Oséias 1.10; 2.23, citado por Paulo em Romanos 9.25,26.

 

2. Simão, o curtidor. Lucas mostra que Pedro ficou hospedado muitos dias na casa de seu xará "Si­mão, o curtidor" (At 9.43). Esta pro­fissão era considerada impura pelos judeus, e até dava a permissão à mulher de pedir o divórcio ao mari­do, uma vez que ela não tinha esse direito na legislação judaica, exceto em casos extremos como esse. Isso mostra que Pedro já tinha uma visão muito além sobre essa questão.

 

3. A purificação. Deus se reve­lou a Cornélio, mandando-o que chamasse a Pedro. Apesar dessa visão preliminar, este apóstolo ainda pre­cisava ouvir mais do Senhor, pois a barreira transcultural era muito for­te, para ser quebrada momentanea­mente.

 

Por isso, a visão do lençol com toda a sorte de animais mostrava a Pedro que a mensagem do Evange­lho devia ser levada aos gentios. Os judeus são escrupulosos ao extremo no kashrut (leis dietéticas judaicas observadas até hoje com relação aos alimentos considerados puros e im­puros).

 

4. Pedro na casa de Cornélio. Pedro partiu com eles para Cesaréia, pois Cornélio já estava com seus fa­miliares e amigos à sua espera, ávi­do pela Palavra de Deus. O apóstolo anunciou a Jesus e todos os presen­tes receberam o batismo no Espírito Santo, enquanto a mensagem era pregada. O mesmo que aconteceu no dia de Pentecoste e em Samaria, ago­ra estava se sucedendo na casa de um gentio, confirmando, dessa forma, a manifestação divina, bem como a sua aprovação da visita do ex-pes­cador a casa do centurião.

 

Esta passagem mostra como Deus trata o ser humano, independentemente de sua raça, posição social e nacionalidade. O Senhor busca os fiéis. O objetivo desse relato é mos­trar que sempre esteve no plano di­vino salvar todos os homens (1 Tm 2.4).

 

5. O batismo no Espírito Santo. Se não fosse a descida do Espíri­to Santo, na casa de Cornélio, certa­mente Pedro estaria em dificuldades, para se justificar diante de seus com­panheiros, os demais apóstolos, sua visita a um gentio, sendo seu hóspe­de e sentando à mesa com ele, o que não era permitido aos judeus.

 

Pedro contou toda a história de como o Senhor conduziu todo esse trabalho, mas parece que os apósto­los não estavam convencidos. Quando ele falou que todos os presentes na casa de Cornélio receberam o Es­pírito Santo, como eles no dia de Pentecoste, não tiveram mais dúvidas de que o Evangelho era também para os gentios (At 11.15-18).

 

Jesus disse que "o campo é o mundo" (Mt 13.38); "Ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). O apóstolo Paulo declara que a raça humana está condenada (Rm 3.23). Diante disso, concluímos que a evangelização não é uma alternativa, mas uma questão de vida ou morte.

 

O campo não é a minha cidade e nem a sua, nem o meu Estado e mui­to menos o seu, e nem o nosso Bra­sil, mas o mundo!.

 

Deus não faz acepção de pes­soas. Por isso, ama todo o ser huma­no, sem se importar com a sua pro­cedência racial: amarela, branca ou escura. O importante é que cada um reconheça a sua condição de pecador, aceite a Jesus como Salvador, e reserve, por este intermédio, a sua salvação eterna.

 

Cornélio foi o primeiro gentio a se converter a Cristo. Enquanto Pedro, que visitou a casa deste ge­neral, por ordem divina, pregava-lhe o Evangelho, o Espírito Santo foi derramado profusamente sobre todos os que se encontravam naquela resi­dência. Então o apóstolo entendeu que a salvação era para todos e não só para os judeus.

 

3. Desde aquele momento em que Cornélio, seus familiares, criados e amigos se converteram a Cristo, o Evangelho é pregado maciçamente a todos os povos. E o resultado está patente aos nossos olhos. Milhões de gentios têm aceitado a Jesus como Salvador de suas almas, como prova de que a salvação era para eles também.